Causa náusea transitar por Brasília. Os longos engarrafamentos proporcionam aos motoristas e passageiros de ônibus superlotados tempo mais do que suficiente para examinar cada detalhe dos outdoors que o governo andou espalhando pela cidade. Mesmo os que não dão atenção aos outdoors não escapam da publicidade do GDF. A programação matinal do rádio também está infestada da publicidade governamental.
Acumulando as condições de ex-ministro dos esportes, lamentavelmente, de ex-comunista e, esperamos que futuramente ex-governador, o atual governo do DF transformou o palácio do Buriti em um gabinete de assuntos para a Copa do Mundo. A publicidade institucional estampada em outdoors ou na tevê e no rádio leva à impressão de que a máquina administrativa está voltada para os jogos de 2014.
A situação piora quando lemos as notícias mostram as viagens oficiais e os discursos do governador. Das viagens, podemos citar duas: uma visita à Alemanha, para se inspirar “in loco” em um estádio de futebol de primeiro mundo. Outra, à China, uma espécie de lobby internacional para trazer a abertura do mundial e os jogos de 2016 para Brasília.
Quanto aos discursos, a náusea é ainda mais intensa: Os cursos de capacitação oferecidos à população não são para educar, gerar emprego, melhorar a saúde, transporte, qualificar ou fomentar o comércio, e sim para adestrar as pessoas na arte de adular turistas. Com relação as obras, funciona assim: Se uma calçada vai ser construída, é importante destacar que ficará pronta antes da Copa. Se uma via ganhará iluminação, fiquem todos sabendo que ficará pronta antes da Copa. Não importa se um posto de saúde ficará pronto a tempo de acolher uma futura mãe para que tenha o filho com dignidade. O recado é claro: que se lixe a população que trabalha e que sustenta a cidade, o importante é saber se ficará pronto antes dos jogos.
Os outdoors servem também para que as passageiras de ônibus tenham uma prévia do nosso novo estádio de futebol e talvez esqueçam que estão sendo “encoxadas” (molestadas) pela lotação a que são submetidas, ou então para que todos se distraiam quando forem obrigados a descer do ônibus que despencou durante a viagem.
Enfim, os esforços atuais do governo se destinam a introjetar esse estúpido orgulho de uma capital pronta para a Copa, na tentativa de maquiar a vergonha de um sistema de transporte caótico, saúde deficiente e educação falida.
Acumulando as condições de ex-ministro dos esportes, lamentavelmente, de ex-comunista e, esperamos que futuramente ex-governador, o atual governo do DF transformou o palácio do Buriti em um gabinete de assuntos para a Copa do Mundo. A publicidade institucional estampada em outdoors ou na tevê e no rádio leva à impressão de que a máquina administrativa está voltada para os jogos de 2014.
A situação piora quando lemos as notícias mostram as viagens oficiais e os discursos do governador. Das viagens, podemos citar duas: uma visita à Alemanha, para se inspirar “in loco” em um estádio de futebol de primeiro mundo. Outra, à China, uma espécie de lobby internacional para trazer a abertura do mundial e os jogos de 2016 para Brasília.
Quanto aos discursos, a náusea é ainda mais intensa: Os cursos de capacitação oferecidos à população não são para educar, gerar emprego, melhorar a saúde, transporte, qualificar ou fomentar o comércio, e sim para adestrar as pessoas na arte de adular turistas. Com relação as obras, funciona assim: Se uma calçada vai ser construída, é importante destacar que ficará pronta antes da Copa. Se uma via ganhará iluminação, fiquem todos sabendo que ficará pronta antes da Copa. Não importa se um posto de saúde ficará pronto a tempo de acolher uma futura mãe para que tenha o filho com dignidade. O recado é claro: que se lixe a população que trabalha e que sustenta a cidade, o importante é saber se ficará pronto antes dos jogos.
Os outdoors servem também para que as passageiras de ônibus tenham uma prévia do nosso novo estádio de futebol e talvez esqueçam que estão sendo “encoxadas” (molestadas) pela lotação a que são submetidas, ou então para que todos se distraiam quando forem obrigados a descer do ônibus que despencou durante a viagem.
Enfim, os esforços atuais do governo se destinam a introjetar esse estúpido orgulho de uma capital pronta para a Copa, na tentativa de maquiar a vergonha de um sistema de transporte caótico, saúde deficiente e educação falida.