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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Brasília e seu governador "ad hoc"

Causa náusea transitar por Brasília. Os longos engarrafamentos proporcionam aos motoristas e passageiros de ônibus superlotados tempo mais do que suficiente para examinar cada detalhe dos outdoors que o governo andou espalhando pela cidade. Mesmo os que não dão atenção aos outdoors não escapam da publicidade do GDF. A programação matinal do rádio também está infestada da publicidade governamental.
Acumulando as condições de ex-ministro dos esportes, lamentavelmente, de ex-comunista e, esperamos que futuramente ex-governador, o atual governo do DF transformou o palácio do Buriti em um gabinete de assuntos para a Copa do Mundo. A publicidade institucional estampada em outdoors ou na tevê e no rádio leva à impressão de que a máquina administrativa está voltada para os jogos de 2014.
A situação piora quando lemos as notícias mostram as viagens oficiais e os discursos do governador. Das viagens, podemos citar duas: uma visita à Alemanha, para se inspirar “in loco” em um estádio de futebol de primeiro mundo. Outra, à China, uma espécie de lobby internacional para trazer a abertura do mundial e os jogos de 2016 para Brasília.
Quanto aos discursos, a náusea é ainda mais intensa: Os cursos de capacitação oferecidos à população não são para educar, gerar emprego, melhorar a saúde, transporte, qualificar ou fomentar o comércio, e sim para adestrar as pessoas na arte de adular turistas. Com relação as obras, funciona assim: Se uma calçada vai ser construída, é importante destacar que ficará pronta antes da Copa. Se uma via ganhará iluminação, fiquem todos sabendo que ficará pronta antes da Copa. Não importa se um posto de saúde ficará pronto a tempo de acolher uma futura mãe para que tenha o filho com dignidade. O recado é claro: que se lixe a população que trabalha e que sustenta a cidade, o importante é saber se ficará pronto antes dos jogos.
Os outdoors servem também para que as passageiras de ônibus tenham uma prévia do nosso novo estádio de futebol e talvez esqueçam que estão sendo “encoxadas” (molestadas) pela lotação a que são submetidas, ou então para que todos se distraiam quando forem obrigados a descer do ônibus que despencou durante a viagem.
Enfim, os esforços atuais do governo se destinam a introjetar esse estúpido orgulho de uma capital pronta para a Copa, na tentativa de maquiar a vergonha de um sistema de transporte caótico, saúde deficiente e educação falida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Brasil colônia

O Governo Federal editou recentemente uma medida provisória que promove incentivos fiscais à mais nova mania no ramo da informática: os tablets. A idéia é não só popularizar os aparelhos, mas também fomentar a sua produção nacional. Entretanto, recente matéria publicada no Correio Braziliense mostra que um dos principais desafios é a falta de mão de obra qualificada.
Enquanto isso, deputados da bancada ruralista defendem um Código Florestal mais flexível, argumentando que, ao lado da produção mineral, o agronegócio tem sido responsável pelo desempenho da economia brasileira.
Não mencionamos os dois fatos simplesmente porque acontecem em um mesmo tempo, mas sim para chamar atenção para a condição colonial em que nos encontramos.
Por causa do descaso com a educação, o Brasil tem uma indústria deficiente. É justamente por isso que somos obrigados a extrair recursos naturais e enviar para o estrangeiro numa escala cada vez maior. Não educamos o nosso povo e por isso não desenvolvemos a nossa indústria. As nossas referências continuam sendo agricultura, minério... e carnaval.
Para a fabricação dos tablets, o Brasil dispõe de um poderoso Polo Industrial, recursos naturais, integração territorial, fontes de energia e um exército de gente desqualificada. Investimos em estradas, avançamos em telecomunicações, modernizamos nossos equipamentos, aperfeiçoamos nossas leis, mas abandonamos as pessoas. Por isso as nossas florestas pagam a conta desse descaso. Para competir no mercado global, continuaremos explorando nossa terra até o limite para adquirirmos o que o conhecimento produziu em outro país.
E assim, no cenário global, perpetuamos uma caracteristica essencialmente colonial: exportamos apenas o que extraímos da nossa terra, e não do nosso cérebro.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A loucura dos sábios e a sabedoria dos ignorantes

Muitas pessoas não se interessam por política porque pensam se tratar de algo complicado, e por isso acabam deixando o futuro dos filhos nas mãos de cientistas e economistas, o que é um erro grosseiro.
Repare à sua volta que os pais que tiveram menos instrução são os mais dispostos a fazer qualquer sacrifício pela boa educação dos filhos. Um pai analfabeto jamais deixaria de comprar material escolar para o filho para lhe comprar brinquedo. Por mais que consideremos essas pessoas simples, elas sabem reconhecer aquilo que é importante.
Infelizmente a gestão pública não é norteada por esse mesmo sentimento. Poucos políticos têm esse compromisso com as pessoas. Administradores se esquecem do que é simples e muitas vezes gerenciam os recursos públicos como se vivessem em outra dimensão. Com o único propósito de impressionar turistas com conforto e velocidade, planejam trem-bala com dinheiro do contribuinte que perde 4 horas diárias espremido em engarrafamento no percurso para o trabalho. Abandonam as escolas porque estão ocupados, competindo para ver quem constrói o estádio mais moderno para a Copa. Falam em inclusão digital, como se o Brasil tivesse superado a inclusão social, como se não existisse mais ninguém em total indigência.
Salvam bancos e multinacionais de crises que eles mesmos causaram com especulação, com o dinheiro arrecadado dos trabalhadores e micro-empresários, que sobrevivem como podem aos juros e às instabilidades do mercado. Enfim, a deturpação das prioridades levou nossa auto-estima à falência. Precisamos resgatar nossa capacidade de acreditar no futuro. A questão não é a reforma política, e sim uma reforma nas prioridades políticas. Não é questão de eleger colecionadores de diplomas, e sim de ter a humildade de reaprender com os mais simples como realizar aquilo que é mais importante.

domingo, 15 de maio de 2011

Higienópolis: retrato de uma elite deseducada

Engana-se quem pensa que no Brasil educação é coisa de gente rica. Os ricos do Brasil não são educados. Eles cursam universidade, tornam-se escritores, empresário, intelectuais, poliglotas, políticos, economistas, juristas e doutores, mas boa parte nunca chega a ter educação de verdade. A educação tem por finalidade humanizar as pessoas. Torná-las civilizadas.
No Brasil não existe educação nem para os pobres nem para os ricos. Não existe para os pobres porque não existe escolas suficientes, nem vagas, nem infraestrutura, e nem professores, nem recursos. Às vezes existe a escola, mas não existe política para manter as crianças, que são obrigadas a abandonar a escola para ajudar em casa, seja trabalhando, pedindo ou se prostituindo.
Para os ricos a coisa é diferente. Existe escola, recurso, infraestrutura, professor, data-show, laboratórios, feira de ciência, livro didático, merenda e reforço escolar, mas não existe educação.
Não existe educação porque as pessoas não saem das universidades civilizadas. Saem com diploma, com carreira e futuro promissor, apenas. Graduam-se cheias de preconceitos. Vivem reclusas em condomínios de luxo, carros blindados, cercas elétricas. Reproduzem preconceitos contra nordestinos, contra pobres, contra homoafetivos, contra negros.
É só observar os noticiários. Tem estudante de direito que acha que paulista tem sangue melhor que nordestino, como virou notícia. Deveria estar cursando novamente o ensino fundamental. Tenho minhas dúvidas também quanto ao nível educacional de moradores de bairro nobre, que acham que a construção de uma linha do metrô desvalorizará o mercado imobiliário porque vai atrair "gente diferenciada". Tem jornalista nervoso porque agora "qualquer miserável tem carro". Tem empresário bem sucedido no agronegócio comemorando exportação de soja, enquanto milhões de brasileiros estão desnutridos.
A instrução da nossa elite ensina a se tornar rico. Falta mesmo é educação, aquela que ensina a se tornar humano.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Misturando um pouco de política com religião

Um dos maiores prejuízos para a nossa sociedade, sem dúvida alguma, é a idéia de que precisa ser intelectual para falar sobre algum assunto. Temos aquela ingênua noção de que a verdade está nas mãos dos catedráticos, e por causa desse preconceito  pagamos um preço muito alto.
Contando com a compreensão do leitor que não é cristão, faremos uma pequena comparação entre a Igreja e a Política.
Jesus Cristo foi um homem simples. Exceto um ligeiro comentário sobre sua infância "no meio dos doutores", Cristo se cercava das pessoas simples. Ele não se levantava na multidão para falar de exegese, escatologia, homilética, soteriologia, pneumatologia ou hermenêutica. Na verdade ele nem fazia questão de conversar com os fariseus, que eram os donos da verdade da época. Ele estava onde as pessoas precisavam dele. Ele deixava os intelectuais para falar com a estrangeira, com a prostituta ou com o cego impertinente. Esse é o Jesus bíblico. Mas, santo Deus, o que foi que fizemos com ele? como fomos capazaes de sepultá-lo novamente? Hoje, ao invés de ensinar a prática do amor, as pregações cristãs se tornaram uma verborragia puramente intelectualóide.
O mesmo ocorreu com a política. A política nasce com o sentimento de coletividade, de cidadania. Fazer política é cuidar das pessoas, educar as crianças, pensar no futuro com otimismo. Entretanto, os cansados trabalhadores se tornaram rebanho nas mãos de economistas. Nosso catecismo diário se tornou ver no Jornal Nacional como fechou a bolsa de Tóquio, as decisões do COPOM ou o índice de Dow Jones.  Afinal, por que não divulgam diariamente os índices atuais de crianças famintas ou de analfabetos? Ensinaram que temos que nos calar porque não entendemos o que é superávit primário, PIB, Selic, Ibovespa, etc. E dissemos amém para tudo isso.
Mas assim como Jesus disse que da boca dos pequeninos é que sai o perfeito louvor, arriscaria dizer que ninguém mais do que o trabalhador sabe o que é melhor para seu filho. Nossos intelectuais nos convenceram de que construir estádios trará desenvolvimento e dinamismo para o Brasil. O mais modesto homem do campo dirá que é uma escola. Quem está com a razão?

domingo, 24 de abril de 2011

Movidos a gasolina

Com o preço da gasolina rompendo a barreira dos R$ 3, observamos que a população começa a se interessar por algumas questões de interesse nacional. Afinal de contas, é um absurdo pagarmos um preço tão alto pela gasolina!
Como que em passe de mágica, estamos todos informados sobre prospecção, auto-suficiência, extração, refinamento, distribuição, tributação, "cartelização" e consumo do petróleo. É muito positiva essa reação. Agora qualquer cidadão está apto a discursar com propriedade sobre o preço da gasolina. É um bom começo. Afinal, se somos auto-suficientes em petróleo, por que pagamos tão caro? Porque a gasolina é mais cara do que nos nossos vizinhos?
É lamentável que isso tenha ocorrido tão tarde e com um produto destinado a quem tem uma renda suficiente para comprar um carro. Mas, talvez, movidos a gasolina, procuremos outras explicações.
Ora, se é um absurdo pagar por R$ 3 na gasolina porque somos auto-suficientes, o que dizer da soja? exportamos para o mundo inteiro, e o preço do litro de leite de soja há muito tempo ultrapassa os R$ 4 e até agora não se viu nenhuma manifestação! Por que só o preço da gasolina incomoda?
Achamos um absurdo deixar de usar o carro, apenas porque somos auto-suficientes em petróleo. Entretanto, não nos incomoda que milhares de pessoas deixem de usar o estômago em uma nação exportadora de alimentos. A mesma noção de auto-suficiência não admite que um carro fique sem gasolina, mas permite que famílias inteiras passem fome.
Essa indignação reflete novamente a idéia de que não existe um sentimento de nação e de solidariedade entre o nosso povo. Só podemos nos considerar solidários quando tivemos a capacidade de lutar para que todos se alimentem com o mesmo esforço que empregamos para que nossos carros estejam abastecidos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A República das Bananas

Não conheço brasileiro que não se ofenda com a nossa imagem primitiva no exterior. Nos filmes de Hollywood somos os jardineiros, imigrantes ilegais, narcotraficantes. Nos noticiários internacionais somos o país da violência, da corrupção, que não sabe receber turista. Nossos símbolos são futebol, carnaval e prostituição.
Realmente, tal redução ofende a nossa riqueza cultural. Ainda assim, convidamos a colocar de lado a nossa indignação e a fazer uma reflexão.
Enquanto nos esforçamos para manter tudo o que é supérfluo em padrões europeus, permitimos que escolas, transportes, hospitais e saneamento básico continuem em padrões pré-históricos.
Optamos por um conceito excêntrico de modernidade. Gastamos com modernas urnas eletrôncias, mas permitimos que o eleitor vá votar com fome e desinformado. Gastamos com transmissores digitais, mas permitimos que a comunicação seja uníssona e unilateral, concentrada nas mãos de conglomerados enquanto as comunidades e movimentos sociais são silenciados. Gastamos em laptops para promover inclusão digital e permitimos que crianças continuem nos semáforos no horário escolar, por falta de vaga ou de merenda. Brasília se endividará fazendo um trem para impressionar estrangeiros durante a copa do mundo, enquanto o transporte de massas continuará ineficiente para seu próprio povo. Permitimos que nossas universidades financiem a formação de cirurgiões estéticos, que ficarão ricos enquanto o povo continuará aguardando anos por tratamentos tão simples que Hipócrates já realizava na Grécia, há 500 anos antes de Cristo. Enfim, quando se leva em conta as nossas prioridades e os nossos projetos, chegamos à triste conclusão de que realmente somos mais bem descritos como uma república de bananas do que uma nação séria e comprometida com seu povo.
Hoje, com a atuação dos órgãos de controle e instrumentos de transparência, já não permitimos que o nosso dinheiro seja roubado, agora precisamos estabelecer mecanismos para que ele não seja mal gasto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Qual é a reforma mais urgente?

Se dermos um pouco de crédito aos noticiários e à classe política, tudo indica que o Brasil deverá passar por grandes reformas nos próximos anos. Fala-se muito, ultimamente, em reforma política e reforma tributária, mas existem também temas que não estão na moda, mas nem por isso deixam de ser populares, como reforma agrária e dos meios de comunicação. De todas as reformas que arrisquei enumerar, alguns motivos que me levam a crer que a mais urgente é a reforma dos meios de comunicação.
O motivo é simples: essas reformas promoverão transformações estruturais no país. Não estamos falando de reparo em um museu ou da construção de uma ponte. Estamos falando de transformações que afetarão toda a população, inclusive as próximas gerações.
Durante o período militar, por decisões extremamente concentradas o país assumiu dívidas históricas, na maioria das vezes contraídas para financiar projetos totalmente desalinhados com as prioridades da época e o interesse nacional. Pela arbitrariedade de um governo, ainda hoje uma nação inteira trabalha para arcar com essa dívida. Isso não é justo.
Não podemos repetir esse erro histórico. Temos uma grande responsabilidade com o futuro do país. Por isso, entendo que o pré-requisito para todas as reformas é o esclarecimento e o envolvimento da população. Enquanto a opinião pública continuar sendo controlada pelos mesmos feudos midiáticos que apoiaram a ditadura, a população será vítima de um golpe após o outro. Só haverá debate de verdade e participação das massas com a democratização dos meios de comunicação. Portanto, comecemos o debate com a Reforma das Comunicações.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre as nossas prioridades

Não existe, talvez, idéia mais perniciosa do que o discurso de que o pobre é "puxado" pelo progresso do rico. Esse é o discurso responsável pela corrupção das nossas prioridades.
Poderíamos, por exemplo, imaginar que o dinheiro que será despejado nos modernos estádios para sediar a copa do mundo poderia ser empregado na saúde, educação ou mesmo nos esportes. Mas isso não é importante. É discurso de ignorante, que não entende nada de economia. Construir escolas, hospitais e creches não gera emprego e seus benefícios não são permanentes.
Prioridade mesmo é construir estádios e modernizar os já existentes: isso sim atrai turistas, dinamiza a economia, gera empregos para os pobres e deixam uma infraestrutura para toda a posteridade. Isso sim é projeto de futuro. Para nós pode parecer um absurdo porque nos falta visão.
Nossas prioridades nos indicam que ter modernos estádios é mais relevante para nossa "imagem no exterior" do que oferecer creche, vacina, merenda e escola às nossas crianças.
Ao final de 2014, teremos estádios de futebol trazidos do futuro e continuaremos com saneamento básico pré-colonial. No fundo, estamos mais preocupados em nos misturarmos entre os países que consideramos desenvolvidos do que desenvolver, de fato, uma inclusão social interna.
Seguindo essa linha de raciocínio, poderíamos então dizer que melhorando a alimentação dos ricos, esses produzirão, com seus excrementos, estercos de alta qualidade para os lavradores pobres. Celebremos nossas prioridades.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O milagre econômico e a falência das prioridades.

O nosso cenário político é desanimador. Falamos de crescimento em “ritmo chinês”, “PIB”, “desvalorização cambial” e outros termos que repetimos como se fôssemos papagaios de economistas.
Por causa do terrorismo econômico, somos um povo apreensivo, disposto a pagar o preço que for por uma boa reputação no mercado financeiro internacional. Abandonamos nossa saúde para pagar juros de uma dívida inexplicável, pelo medo de que uma auditoria provoque uma imagem negativa para o país. Somos cúmplices de uma massa de analfabetos e desempregados em nome de um projeto que torna nossa economia o paraíso da especulação. Ao invés de atrairmos investidores com indústrias fortes e de alta tecnologia, preferimos atrair agiotas internacionais com nossos altos juros.
Graças ao pedantismo dos discursos econômicos, passamos a ver a tarefa de cuidar das pessoas como uma atividade de extrema complexidade e de alto risco. O governo é cauteloso para investir em saúde e em educação, mas pródigo na hora de depositar nosso dinheiro em reservas internacionais. Tiram o sossego de milhões de trabalhadores para acalmar o mercado e dar tranqüilidade aos especuladores.
Desse modo, o fetichismo econômico faz com que o crescimento do PIB seja mais importante do que uma melhoria de IDH. Mortalidade infantil, ausência de saneamento básico, epidemias e analfabetismo não entram na equação que nos coloca como potência econômica, assim como a fome e a desnutrição não são contabilizadas quando o Brasil é apresentado como potência agrícola.
Essas são nossas prioridades e, com esse cenário, certamente nosso horizonte não é um dos melhores.