O Diretório Social procura envolver e mobilizar as pessoas para refletir sobre os nossos valores e nosso projeto de sociedade. Buscamos, acima de tudo, a integração do país.
Entendemos que não faz mais sentido classificar os países em desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Os ricos do Brasil possuem luxos maiores que os ricos dos países desenvolvidos, enquanto que os pobres passam mais dificuldade do que os pobres dos chamados países pobres. A desigualdade que existe dentro das nossas fronteiras é maior do que qualquer comparação que se faça entre países no mundo inteiro.
Vivemos numa sociedade de apartação, onde muros altos e cerca elétrica dividem a riqueza da pobreza sem o menor constrangimento.
A nossa educação nunca foi vista como um instrumento civilizatório, e sim uma forma de manter as desigualdades. Nem pobre nem rico tem educação de qualidade. Os pobres não têm porque as escolas são péssimas, não existe vaga para todos, não há merenda e, na maioria das vezes, as crianças abandonam a escola para ajudar a família, seja trabalhando, pedindo ou se prostituindo.
Os ricos também não têm educação de qualidade. Eles terminam o curso superior, fazem mestrado e doutorado, tornam-se poliglotas, mas jamais aprendem o significado de termos básicos como igualdade, diversidade e humanidade. Usam sua instrução ora como promoção pessoal, ora para se protegerem ainda mais dos pobres. Mesmo aqueles que se consideram mais intelectuais reproduzem preconceitos contra negros, pobres, nordestinos, homossexuais. Isso, definitivamente não é educação.
Somos um país de castas porque nossa terra foi dividida em feudos, assim como a nossa comunicação.
Somos uma potência agrícola mais preocupada com os humores do "mercado" externo do que com a fome das crianças. Temos orgulho de nossa produção agrícola, mas não temos vergonha da fome que o nosso povo passa.
Entendemos também que passamos por uma crise nas prioridades, onde nada causa constrangimento. Nosso moderno sistema eleitoral não se constrange com a falta de esclarecimento do eleitor. Nosso moderno sistema bancário não se constrange com os juros massacrantes. Nossa poderosa produção agrícola não se constrange com a fome.
O Diretório Social, portanto, luta pela promoção de uma educação civilizatória, pelo uso racional dos recursos naturais, e pela democratização dos meios de comunicação.