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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Qual é a reforma mais urgente?

Se dermos um pouco de crédito aos noticiários e à classe política, tudo indica que o Brasil deverá passar por grandes reformas nos próximos anos. Fala-se muito, ultimamente, em reforma política e reforma tributária, mas existem também temas que não estão na moda, mas nem por isso deixam de ser populares, como reforma agrária e dos meios de comunicação. De todas as reformas que arrisquei enumerar, alguns motivos que me levam a crer que a mais urgente é a reforma dos meios de comunicação.
O motivo é simples: essas reformas promoverão transformações estruturais no país. Não estamos falando de reparo em um museu ou da construção de uma ponte. Estamos falando de transformações que afetarão toda a população, inclusive as próximas gerações.
Durante o período militar, por decisões extremamente concentradas o país assumiu dívidas históricas, na maioria das vezes contraídas para financiar projetos totalmente desalinhados com as prioridades da época e o interesse nacional. Pela arbitrariedade de um governo, ainda hoje uma nação inteira trabalha para arcar com essa dívida. Isso não é justo.
Não podemos repetir esse erro histórico. Temos uma grande responsabilidade com o futuro do país. Por isso, entendo que o pré-requisito para todas as reformas é o esclarecimento e o envolvimento da população. Enquanto a opinião pública continuar sendo controlada pelos mesmos feudos midiáticos que apoiaram a ditadura, a população será vítima de um golpe após o outro. Só haverá debate de verdade e participação das massas com a democratização dos meios de comunicação. Portanto, comecemos o debate com a Reforma das Comunicações.

domingo, 14 de novembro de 2010

Ley de Medios e Censura

A Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, ou Ley de Medios, como ficou mais conhecida, é uma iniciativa do governo argentino para regular a comunicação no país.
Assim como no Brasil, a comunicação argentina está concentrada nas mãos de alguns poucos grupos midiáticos. E assim como no Brasil, a imprensa funciona atua como um partido político, sempre a serviço de interesses econômicos.
Embora esses poderosos grupos tentem gerar na população um clima de terror e insegurança, o projeto nada tem a ver com censura. Repetindo: não se trata de censura. Na verdade, censura é continuar permitindo que exista um monopólio sobre a comunicação, a serviço de interesses econômicos. Isso sim, é censura.
O projeto visa resguardar a cultura local, estabelecendo que a grade horária deve ter um mínimo de produção nacional, instaurar o controle social para debater sobre o conteúdo e principalmente, abolir o monopólio da comunicação, evitando também que seja controlada por conglomerados políticos.
Para saber mais sobre o assunto, sugerimos visita ao sítio www.direitoacomunicacao.org.br