segunda-feira, 6 de junho de 2011

Brasil colônia

O Governo Federal editou recentemente uma medida provisória que promove incentivos fiscais à mais nova mania no ramo da informática: os tablets. A idéia é não só popularizar os aparelhos, mas também fomentar a sua produção nacional. Entretanto, recente matéria publicada no Correio Braziliense mostra que um dos principais desafios é a falta de mão de obra qualificada.
Enquanto isso, deputados da bancada ruralista defendem um Código Florestal mais flexível, argumentando que, ao lado da produção mineral, o agronegócio tem sido responsável pelo desempenho da economia brasileira.
Não mencionamos os dois fatos simplesmente porque acontecem em um mesmo tempo, mas sim para chamar atenção para a condição colonial em que nos encontramos.
Por causa do descaso com a educação, o Brasil tem uma indústria deficiente. É justamente por isso que somos obrigados a extrair recursos naturais e enviar para o estrangeiro numa escala cada vez maior. Não educamos o nosso povo e por isso não desenvolvemos a nossa indústria. As nossas referências continuam sendo agricultura, minério... e carnaval.
Para a fabricação dos tablets, o Brasil dispõe de um poderoso Polo Industrial, recursos naturais, integração territorial, fontes de energia e um exército de gente desqualificada. Investimos em estradas, avançamos em telecomunicações, modernizamos nossos equipamentos, aperfeiçoamos nossas leis, mas abandonamos as pessoas. Por isso as nossas florestas pagam a conta desse descaso. Para competir no mercado global, continuaremos explorando nossa terra até o limite para adquirirmos o que o conhecimento produziu em outro país.
E assim, no cenário global, perpetuamos uma caracteristica essencialmente colonial: exportamos apenas o que extraímos da nossa terra, e não do nosso cérebro.

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