Como mero colaborador, permito-me estender um “pouco” mais em meu(s) texto(s) do que o anfitrião do sítio.
A meu ver, e tentando casar um pouco as informações já postadas por aqui, a sociedade brasileira passa por um momento de grande falta de bom senso, e, em minha visão, explica algumas (não todas) das considerações já tecidas pelo proprietário deste diretório.
Vemos a falta de bom senso quando há discriminação, em pleno século XXI, a pessoas – seja por classe econômica, cor de pele, opção sexual, opção religiosa, etc.; quando parlamentares aumentam o próprio salário deixando a míngua prioridades nacionais; quando o país se preocupa mais em promover eventos como Olimpíadas e Copa do Mundo de Futebol do que investir em educação ou saúde. Enfim...
Um exemplo recente da existência de atitudes infames como essas foi a postagem, na rede mundial de computadores (através da rede social Twitter), de autoria da estudante de Direito Mayara Petruso, do seguinte comentário: “Nordestisto não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!” (sic).
Que ela possua essa opinião, em minha visão, não é problema. O problema foi a forma de externá-la.
Acredito na liberdade lato sensu. Entretanto, por mais que a liberdade de expressão exista, ela não está por aí, rodando, a bel prazer de quem ousa usá-la. Há um custo ao usá-la. E esse custo é o respeito.
Em minha mente posso cometer os crimes mais sinistros, mais atrozes e inimagináveis de tão perplexos e torturantes. Contudo, não posso pô-los em prática. Talvez externá-los de determinado modo dê bons livros de terror, mas, ao dizer que gostaria de cometer qualquer desses crimes a determinada pessoa não estou mais exercendo liberdade de expressão. Exerço ameaça. Cometo desrespeito.
Da mesma forma assim acontece com determinadas opiniões, que, ao ultrapassar as cordas vocais e atingir o lado externo da boca ganham outra significação. Tal qual o caso do tweet da estudante acima citada.
Ao descrever tal comentário ela não apenas emitiu sua opinião. Ela desrespeitou um determinado grupo de cidadãos, que, assim como ela, são feitos de células, tecidos, conjuntos, órgãos; se alimentam; vivem; pagam impostos; votam, etc. Coisas que ela (e milhares de outras pessoas) também fazem.
Em suma: ultrapassou os limites da liberdade, desrespeitando o próximo.
E aí entra o bom senso (a falta dele, melhor dizendo). Não gostar de alguém (específico ou não) é normal. Todos temos gostos e opinões e a realidade é que não se consegue agradar a todos.
Externá-las numa rede mundial, em que a informação é disseminada a velocidades surpreendentes, demonstra uma falta de senso sem tamanho e, infelizmente, rotineira na sociedade brasileira. Nesse caso, em específico, a ausência de bom senso foi tamanha que houve comentários em noticiários estrangeiros...
Mas a falta de bom senso não fica adstrita a apenas esse tipo de ação ou pessoa.
É possível perceber a ausência de bom senso quando os dirigentes do país se preocupam mais em aprovar os próprios salários a fazer reformas que sejam benéficas a sua população (população que, direta ou indiretamente, os designou como representantes).
É maior ainda a ausência de senso dos administradores do país quando fizeram de tudo para trazer os dois maiores eventos esportivos do mundo para serem sediados no país enquanto os hospitais sofrem com a também ausência de leitos, remédios, médicos capacitados; enquanto o país ocupa uma das piores colocações em índices de leitura; enquanto a maioria dos municípios é deficitário em saneamento básico...
Não que esses eventos não tragam benefícios aos países que o sediam. Longe disso. Ou ao menos é o que se espera. Haverão melhorias na infraestrutura de transportes (rodoviário, aeroviário, ferroviário, aquaviário), melhoria na saúde e outras áreas – tudo exigência das agências esportivas para que seja possível a realização dos eventos.
Entretanto pairam duas dúvidas muito pontuais: 1ª Era mesmo necessário termos sido escolhidos sede desses eventos para, enfim, “colocarmos ordem na casa” e realizar as ações que, seja por lei, seja por obrigação moral ou social, estamos obrigados a cumprir?; 2ª Por que tanto dispêndio de esforços para a realização desses eventos (ou a celeridade na aprovação dos próprios proventos) se nas ações ordinárias, costumeiras e necessárias, não é o que se constata?
Mais uma vez a falta de bom senso (e começo a acreditar que seja falta de senso mesmo) se mostra bem clara…
Findarei por aqui para não me alongar demais e a fim de evitar a fadiga do leitor.
Que 2011 nos traga fartura de bom senso (Ou apenas senso já nos bastaria? Ou talvez esse escritor tenha usado erroneamente a expressão “bom senso” quando queria dizer “educação”?! A dúvida pode permanecer… mas a realidade é que se a nossa população for beneficiada por qualquer uma dessas dádivas humanas, nosso país só tem a ganhar!)
A meu ver, e tentando casar um pouco as informações já postadas por aqui, a sociedade brasileira passa por um momento de grande falta de bom senso, e, em minha visão, explica algumas (não todas) das considerações já tecidas pelo proprietário deste diretório.
Vemos a falta de bom senso quando há discriminação, em pleno século XXI, a pessoas – seja por classe econômica, cor de pele, opção sexual, opção religiosa, etc.; quando parlamentares aumentam o próprio salário deixando a míngua prioridades nacionais; quando o país se preocupa mais em promover eventos como Olimpíadas e Copa do Mundo de Futebol do que investir em educação ou saúde. Enfim...
Um exemplo recente da existência de atitudes infames como essas foi a postagem, na rede mundial de computadores (através da rede social Twitter), de autoria da estudante de Direito Mayara Petruso, do seguinte comentário: “Nordestisto não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!” (sic).
Que ela possua essa opinião, em minha visão, não é problema. O problema foi a forma de externá-la.
Acredito na liberdade lato sensu. Entretanto, por mais que a liberdade de expressão exista, ela não está por aí, rodando, a bel prazer de quem ousa usá-la. Há um custo ao usá-la. E esse custo é o respeito.
Em minha mente posso cometer os crimes mais sinistros, mais atrozes e inimagináveis de tão perplexos e torturantes. Contudo, não posso pô-los em prática. Talvez externá-los de determinado modo dê bons livros de terror, mas, ao dizer que gostaria de cometer qualquer desses crimes a determinada pessoa não estou mais exercendo liberdade de expressão. Exerço ameaça. Cometo desrespeito.
Da mesma forma assim acontece com determinadas opiniões, que, ao ultrapassar as cordas vocais e atingir o lado externo da boca ganham outra significação. Tal qual o caso do tweet da estudante acima citada.
Ao descrever tal comentário ela não apenas emitiu sua opinião. Ela desrespeitou um determinado grupo de cidadãos, que, assim como ela, são feitos de células, tecidos, conjuntos, órgãos; se alimentam; vivem; pagam impostos; votam, etc. Coisas que ela (e milhares de outras pessoas) também fazem.
Em suma: ultrapassou os limites da liberdade, desrespeitando o próximo.
E aí entra o bom senso (a falta dele, melhor dizendo). Não gostar de alguém (específico ou não) é normal. Todos temos gostos e opinões e a realidade é que não se consegue agradar a todos.
Externá-las numa rede mundial, em que a informação é disseminada a velocidades surpreendentes, demonstra uma falta de senso sem tamanho e, infelizmente, rotineira na sociedade brasileira. Nesse caso, em específico, a ausência de bom senso foi tamanha que houve comentários em noticiários estrangeiros...
Mas a falta de bom senso não fica adstrita a apenas esse tipo de ação ou pessoa.
É possível perceber a ausência de bom senso quando os dirigentes do país se preocupam mais em aprovar os próprios salários a fazer reformas que sejam benéficas a sua população (população que, direta ou indiretamente, os designou como representantes).
É maior ainda a ausência de senso dos administradores do país quando fizeram de tudo para trazer os dois maiores eventos esportivos do mundo para serem sediados no país enquanto os hospitais sofrem com a também ausência de leitos, remédios, médicos capacitados; enquanto o país ocupa uma das piores colocações em índices de leitura; enquanto a maioria dos municípios é deficitário em saneamento básico...
Não que esses eventos não tragam benefícios aos países que o sediam. Longe disso. Ou ao menos é o que se espera. Haverão melhorias na infraestrutura de transportes (rodoviário, aeroviário, ferroviário, aquaviário), melhoria na saúde e outras áreas – tudo exigência das agências esportivas para que seja possível a realização dos eventos.
Entretanto pairam duas dúvidas muito pontuais: 1ª Era mesmo necessário termos sido escolhidos sede desses eventos para, enfim, “colocarmos ordem na casa” e realizar as ações que, seja por lei, seja por obrigação moral ou social, estamos obrigados a cumprir?; 2ª Por que tanto dispêndio de esforços para a realização desses eventos (ou a celeridade na aprovação dos próprios proventos) se nas ações ordinárias, costumeiras e necessárias, não é o que se constata?
Mais uma vez a falta de bom senso (e começo a acreditar que seja falta de senso mesmo) se mostra bem clara…
Findarei por aqui para não me alongar demais e a fim de evitar a fadiga do leitor.
Que 2011 nos traga fartura de bom senso (Ou apenas senso já nos bastaria? Ou talvez esse escritor tenha usado erroneamente a expressão “bom senso” quando queria dizer “educação”?! A dúvida pode permanecer… mas a realidade é que se a nossa população for beneficiada por qualquer uma dessas dádivas humanas, nosso país só tem a ganhar!)
*Rafael Alves
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