De um modo geral, as pessoas concordam que os programas de TV causam influências na moda, nos costumes, estética ou na linguagem, em maior ou menor proporção.
Normalmente esse fenômeno é identificado entre os jovens, que são mais suscetíveis às chamadas "febres". Quando um personagem é popular na TV, rapidamente vemos suas roupas, calçados e até sua linguagem ser exaustivamente reproduzida no dia a dia.
Mas o grande negócio da mídia nunca foi vender produtos, e sim vender idéias. A moda passa ligeiramente, mas as idéias se enraízam. O problema não é quando a moda torna uma juventude refém, e sim quando as idéias fixam na experiência dos cabelos grisalhos. Aqui está o verdadeiro perigo.
A mídia sempre esteve com um pé à frente dos golpes. A nossa imprensa preparou a opinião pública para o Golpe de 1964, prestando culto à ordem e associando qualquer mobilização à violência e à desordem. Pouco antes, as multinacionais gastavam milhões financiando propagandas que mostravam a necessidade para conter o avanço do comunismo como questão de segurança nacional. A nossa ditadura passou a ser vista como uma necessidade. No ano de 1982, a mídia preparava o Rio de Janeiro para aceitar uma derrota de Leonel Brizola nas urnas, mas a fraude foi descoberta e a vontade do povo prevaleceu.
Ainda hoje reproduzimos as mesmas idéias que nos foram vendidas. Vimos ressurgir com força nas últimas campanhas eleitorais, quando o tripé "Tradição, Família e Propriedade" foi novamente usado para evitar que uma guerrilheira fosse eleita pela vontade do povo.
Para a nossa imprensa, a ordem estabelecida leva as coisas à mais perfeita harmonia. E pelo visto, os nossos ídolos ainda são os mesmos...
Normalmente esse fenômeno é identificado entre os jovens, que são mais suscetíveis às chamadas "febres". Quando um personagem é popular na TV, rapidamente vemos suas roupas, calçados e até sua linguagem ser exaustivamente reproduzida no dia a dia.
Mas o grande negócio da mídia nunca foi vender produtos, e sim vender idéias. A moda passa ligeiramente, mas as idéias se enraízam. O problema não é quando a moda torna uma juventude refém, e sim quando as idéias fixam na experiência dos cabelos grisalhos. Aqui está o verdadeiro perigo.
A mídia sempre esteve com um pé à frente dos golpes. A nossa imprensa preparou a opinião pública para o Golpe de 1964, prestando culto à ordem e associando qualquer mobilização à violência e à desordem. Pouco antes, as multinacionais gastavam milhões financiando propagandas que mostravam a necessidade para conter o avanço do comunismo como questão de segurança nacional. A nossa ditadura passou a ser vista como uma necessidade. No ano de 1982, a mídia preparava o Rio de Janeiro para aceitar uma derrota de Leonel Brizola nas urnas, mas a fraude foi descoberta e a vontade do povo prevaleceu.
Ainda hoje reproduzimos as mesmas idéias que nos foram vendidas. Vimos ressurgir com força nas últimas campanhas eleitorais, quando o tripé "Tradição, Família e Propriedade" foi novamente usado para evitar que uma guerrilheira fosse eleita pela vontade do povo.
Para a nossa imprensa, a ordem estabelecida leva as coisas à mais perfeita harmonia. E pelo visto, os nossos ídolos ainda são os mesmos...
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